E quando eu me perco de mim mesma?

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Tradicionalmente, todo fim de ano eu meio que entro em uma crise existencial, daquelas de ficar se perguntando “Ok! O ano passou, mas e aê?! O que eu fiz esse ano, afinal?!” Claro que se parar para analisar, sim, eu fiz muita coisa esse ano e grandes coisas aconteceram também, mas esse negócio de o ano passar voando e tudo ser tão corrido nos deixa com a sensação de que não saímos do lugar.
Esse tal negócio de estarmos fazendo milhões de coisas ao mesmo tempo enquanto ainda temos um milhão na fila de espera e de sempre nos cobrarmos de não estar dando conta de tudo como deveria e de priorizamos algo com um aperto no coração de deixar outro me deixa por muitas vezes com a sensação de estar me perdendo de mim mesma! E isso é horrível!
É tanta coisa para fazer, tanto com o que se preocupar, tantas pendências para resolver, tantos assuntos para lembra tantas pessoas que amamos e que vamos deixando pra lá que quando você se dá conta, além de estar resolvendo uma coisa já pensando em como resolverá a próxima, você percebe que está vivendo em piloto automático, deixando de lado o que você tem de melhor, você mesma!
Daí o Natal bate à porta e você percebe que nem o Carnaval você aproveitou como deveria…
Hoje, estava no metrô e li uma crônica da Monica Salgado que se encaixou perfeitamente com essa angustia que eu ando sentindo sobre o “estar me perdendo de mim mesma”
Nela a Monica trazia as suas “10 regras de ouro da vida”, dicas para você jamais se perder de si mesma ;), gostei tanto e me fez tão bem que senti vontade de dividir com vocês…
então lá vai:
10 DICAS PARA LEMBRAR AGORA E SEMPRE
por Monica Salgado
  1. Seja empolgada. Nunca perca a capacidade de se deslumbrar diante das coisas. Deixe o ar blasé pra quem acredita que a vida deve ser assim.
  2. Procure ser querida sim, aja com inteligência sim, seja política sim, tenha aliados sim. Mas não a qualquer preço. Se isso machucar seus valores, não vale a pena.
  3. Adote a frase de Oscar Wilde como mantra: “Be yourself. Anyone else is already taken.” – algo como “Seja você mesmo. As outras personalidades já foram todas ‘tomadas’”.
  4. Erre. Arrisque. Tente. Emprenhe-se. Seja incansável. Faça acontecer. Só assim se deixa uma marca no mundo.
  5. Perfume-se. Sempre ajuda.
  6. Beba vinho. Também ajuda. (nesse caso eu trocaria por um bom chá, sim, sou a louca do chá)
  7. “Quando você sair do trabalho, à noite, demita-se mentalmente e volte na manhã seguinte como sua sucessora.” A frase é da designer inglesa de acessórios Anya Hindmarch.
  8. Seja gentil. Ao vivo, por email, por telefone, por WhatsApp, no Instagram. Sorria com os olhos, com a voz ou com emojis, que seja. Sorriso tem poder!
  9. Você tem só uma vida para ser tudo: esposa, mão, profissional, amiga. Não acredito em abrir mão de algo em nome de outro algo. Acho que o preço lá na frente pode ser alto demais
  10. “Crie seus filhos com a verdade.”
Elas me ajudaram demais, espero que ajude vocês também.
beijos
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O famoso discurso de Emma Watson

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Já tem um tempinho que queria fazer este post sobre o famoso discurso de Hermione Granger…Ops! Emma Watson 🙂

Para você que está perdida sobre o assunto, Emma é embaixadora da boa vontade da ONU (pois é menina, e você ai ainda tentando comprar os ingressos para exposição do castelo rá-tim-bum) e compareceu a um evento chamado “He for She” (em português “ele por ela”) na própria sede das Nações Unidas ao lado de grandes líderes mundiais e fez um lindo discurso sobre a igualdade dos gêneros, que diga-se de passagem, eu curti muito!

Para ser muito sincera, não me sentia à vontade em dizer que era feminista até assistir ao discurso no youtube e poder encontrar nele todas aquelas contradições que eu sempre tive ali, ele conseguiu expressar tudo o que sempre me fez refletir sobre esse tal “feminismo imposto pela sociedade”

Segundo o discurso, ser feminista não significa odiar homens, mas sim a busca por oportunidades iguais e respeito em todos os sentidos, ou seja, para ser feminista você não precisa ser necessariamente grosseira, pouco atraente ou “anti-homem”, pois o feminismo não busca a superioridade das mulheres sobre os homens, mas sim uma igualdade econômica, política e social sobre os gêneros.

Mas o melhor foi o fechamento, que vale para este tema como também qualquer outro… é uma reflexão que que tem o incrivel poder de nos encorajar em tudo na nossa vida:

“Se não eu, quem? Se não agora, quando?”

Tea Party!!

Há algumas semanas resolvemos que faríamos um chá da tarde. O encontro foi marcado com a intenção de colocar as fofocas em dia e matar um pouco a saudade, já que fazia algum tempo que as três não conversávamos por horas. Fala sério, existe situação mais lulu do que três amigas jogando conversa fora em um “five o´clock tea”?

O famoso chá é bem tradicional dos ingleses, geralmente feito com toda aquela porcelana finérrima e aqueles bolinhos bem fofos que dão o colorido à mesa. Todos sabem da tradição inglesa do chá, mas o interessante mesmo é a história por trás dela. Conta-se que os orientais foram os responsáveis pela criação da bebida. Em meio a Dinastias Chinesas governadas por Imperadores que adoravam um chazinho, os budistas também foram responsáveis pela difusão de rituais que envolviam o chá pelo mundo oriental. A parte menininha – e mais bacana da história -, começa com os portugueses chegando à Ásia no final do século XV. Os europeus enlouqueceram com as folhas que os lusitanos importavam do oriente, e, na época, Catarina de Bragança, princesa portuguesa que mais tarde se casou com Carlos II da Inglaterra, se apaixonou pelo chá. A princesa fazia “tea parties”, em que o chá era apreciado pela aristocracia feminina da época, consolidando a tradição na Inglaterra um tempo depois. Bom, voltando ao nosso chá dá tarde em um outono brasileiro, tentamos fazer tudo da maneira mais inglesa possível: preparamos um Victoria Sponge Cake (aquela massa de pão-de-ló com morangos e chantilly que a Rainha Victoria adorava), tomamos Twinnings com uma pitadinha de leite, colocamos alguns cupcakes coloridos para dar aquele ar de fofura à mesa e partimos para o ataque delicadamente. No fim, o espírito do “tea at five” é reunir os amigos e conversar muito (muito mesmo).

Não é o tipo de programa badalado, é um encontro mais tranquilo, para as pessoas colocarem o papo em dia e consolidar ideias. E também é uma ótima oportunidade para soltar a imaginação, usar aquela louça da sua vó que tá guardada há séculos, se jogar na cozinha preparando um bolo delícia e mergulhar no açúcar sem pudores. Se jogue no chá!